Praia do Pinhão Algarve Lagos

A praia do Pinhão em Lagos, recorda-me a minha infância, lembro-me que existia um pequeno restaurante de um amigo do meu pai que se chamava José Carefe, que tinha uma esposa chamada Teresa e uma filha chamada Paula a quem chamávamos Paulinha, eu devia de ter os meus 7 ou 8 anos e esse amigo do meu pai dono desse restaurante de praia tinha um barco a remos que emprestava ao meu pai.

Barco esse que recordo que o meu pai  levava-me a mim e à minha irmã a passear entre as rochas nas belas paisagens da praia do pinhão.

Hoje deu-me para a nostalgia e para ir fotografar esta bela praia ao nascer do sol.

A manhã começou ainda não eram 7 horas e chegado à falésia deparei-me com um conjunto de jovens estrangeiros que contemplavam o nascer do sol da falésia que rodeia a praia do pinhão.

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Depois do Sol nascer desci até à praia e aproveitei para tirar mais algumas fotografias junto às rochas desta bela praia num paraíso que é frequentado mais pelos estrangeiros que pelos portugueses.

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Vou partilhar convosco um episódio insólito que ocorreu comigo e que me entristece enquanto português, quando estava a fotografar este pequeno paraíso, sozinho na praia às sete da manhã com a praia completamente deserta apercebo-me de uma pessoa na praia, era um homem, de cabelos longos grisalhos, barba longa e olhos azuis que passeava uma caixa de uma viola.

Abordou-me falando em inglês e questionou-me se me importava de ir fotografar umas pegadas na areia, não percebendo o que se passava, ele questionou-me a minha nacionalidade, ao que respondi, e ele e inglês de forma muito aflita questionava-me se podia ir fotografar umas pegadas.

Confesso que tive receio e disse-lhe que não estava a perceber e apressei-me a subir as escadas da falésia.

Quando subo as escadas olho para baixo e vejo que ele se sentara em cima da caixa da viola e estava claramente abalado com algo que lhe acontecera.

Confesso que senti pena, mas ao mesmo tempo receio da abordagem.

Continuei a fotografar por cima da falésia e apercebo-me que alguem teria deixado um carrinho de compras daqueles de pano que as pessoas mais idosas levam às compras com duas rodas, passo por aquilo que pensei ser um carro de compras e continuo a fotografar e deixo-vos mais algumas fotografias que captei.

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No regresso ao voltar a subir a falésia deparo-me novamente com aquilo que achava ser o tal carrinho de compras e o meu espírito de curiosidade deu-me para ir ver o que era, assim que o levantei apercebi-me que era um amplificador de viola eléctrica, e eis que de repente tudo fez sentido na minha cabeça, o tal homem, estava a querer que o ajudasse pois enquanto dormia foi assaltado e tinham-lhe furtado o amplificador da viola deixando-o na falésia.

Resolvi chamá-lo e ele subiu comigo a falésia e foi-me explicando que tinha dormido na praia e enquanto dormia alguém lhe tinha roubado o amplificador da viola que usava para tocar nas ruas e ganhar o seu dia a dia.

Ficou emocionado por ter encontrado o seu amplificador e quase que lhe vinham as lágrimas aos olhos.

Entristece-me que façam isto a um ser humano seja ele rico ou pobre.

Mais tarde, voltei-o a encontrar em Lagos,  fui ter com ele e o Dave que vos deixo aqui uma fotografia, voltou a dizer ” I own you one”

Dave And Me
Dave And Me