Evento Canon 2015

O RS Fotografia foi convidado pela Canon para conhecer os novos equipamentos.

O local foi surpresa até à chegada ao evento e nenhum de nós sabia onde seria.

Na praça do Marquês de Pombal encontravam-se dois autocarros que nos conduziram ao evento.

 

Canon (63 of 106)E o local escolhido para o evento foi no abandonado edifício do Hospital Miguel Bombarda, um terreno fantástico e abandonado em pleno centro de Lisboa.

Fomos recebidos pelos representantes da Canon Portugal e o nosso anfitrião foi o famoso fotógrafo Gastão Brito e Silva que se popularizou pelo seu excelente trabalho sobre arquitetura urbana e edifícios em ruinas.

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Gastão Brito e Silva
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Equipa Canon

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Após uma breve explicação sobre os produtos Canon, as novidades e a estratégia da Canon para o futuro, que passou por uma explicação também sobre o futuro da fotografia. E as tendências onde também foi abordado o tema das câmeras “mirrorless”, nomeadamente o empenho que a Canon tem feito para acompanhar esta tendência.

Foram então distribuídas câmeras aos convidados de todos os modelos e para todos os gostos que iam das poderosas EOS 5DS aos modelos para fotógrafos amadores ou iniciantes, havia câmeras para todos os gostos.

O Gastão Brito e Silva teve a amabilidade e com uma enorme simpatia de explicar toda a magia da fotografia urbana, da magia que os edifícios abandonados têm e explicou que cada edifício tem uma história para contar, e que quase como por magia conseguiu explicar que se fechássemos os olhos bem no silencio quase que conseguíamos perceber ou imaginar as histórias e as vidas passadas que percorreram edifícios outrora majestosos e hoje abandonados.

Deixo aqui o Site Ruinarte, onde podem ver um pouco do seu trabalho e tentar perceber o que aqui quero dizer tentando explicar um pouco das suas palavras.

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Finda a explicação foi tempo de escolhermos as câmeras que iriamos usar para este safari urbano no hospital Miguel Bombarda.

E a minha escolha não foi para as poderosas EOS5D com 50 Megapixéis, a minha escolha recaiu na novíssima M10, que me desperta curiosidade, em querer saber o quão empenhada está a Canon em desenvolver câmeras sem espelho, as “mirrorless”.

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Canon M10

A M10 vinha com uma lente com uma distância focal que começava nos 55mm, o que me dificultou um pouco o meu safari urbano nesta ruína cheia de historias por contar.

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Fotografia captada com a M10 à direita Hugo Costa, Canon fotografando os convidados.

O Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda, inicialmente um edifício da Congregação da Missão dos Padres de São Vicente de Paulo, foi construído entre 1730 e 1750 na antiga Quinta de Rilhafoles, adquirida por aquela instituição religiosa em 1720.

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Fotografia captada com a M10

Após a extinção das ordens religiosas em Portugal, o edifício do ex-convento de Rilhafoles albergou o Real Colégio Militar, a partir de 1 de Setembro de 1835, instituição que ocupou as instalações até que, por decreto de 14 de Novembro de 1848, referendado pelo duque de Saldanha e barão de Franco, por ocasião das reformas legislativas do ensino e do exército realizadas na época, foi transferido para o edifício do Convento de Mafra.

Após a saída do Colégio Militar foi destinado para o hospital de alienados, isto é destinado a doentes mentais, transformando-se no mais antigo Hospital Psiquiátrico do país, fundado em 1848.

 

 

Em 1853 é construído o Edifício do Balneário, para banhos terapêuticos aplicados em psiquiatria, considerado o melhor da Europa.

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Fotografia captada com a M10

Após a nomeação do Prof. Miguel Bombarda para Diretor do Hospital, em 1892, são construídoe e inaugurados outros edifícios de excepcional valor arquitectónico e histórico. Da autoria do Arq.º José Maria Nepomuceno, o Edifício das Enfermarias em Poste Telefónico (1886-1894), o Pavilhão de Segurança (1892-1896) para doentes vindos da Penitenciária, que é um edifício único e vanguardista[em termos internacionais, revelado em 2009 pelo estudo de Vítor Albuquerque Freire, que antecipa em 30 anos o design e a arquitectura moderna das décadas de 1920 e 1930, (arredondamentos de arestas racionalistas generalizados em bancos, portas e janelas, para evitar contusões, proporcionar maior resistência e facilitar a limpeza) e um dos seis edifícios deste género (sistema inventado por Jeremy Bentham) no mundo e o único com pátio a descoberto (para os doentes permanecerem ao ar livre durante o dia, melhorando o seu estado de saúde e evitando a transmissão de doenças).

A instituição evoluiu entretanto para o actual Hospital Miguel Bombarda, em homenagem a este médico psiquiatra, Grande-Oficial da Ordem de Benemerência a 29 de Novembro de 1948, mas hoje encerrado. (fonte wikipédia)

E eis que após algumas fotografias captadas no hall se inicia o nosso safari urbano.

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A Canon M10, é uma câmera que não pretende substituir a M3, e sim no meu entender uma entrada de gama da linha “mirrorless” que presumo que a Canon pretende fazer evoluir.

Em termos de desempenho a câmera esteve dentro do que se esperaria mostrando algumas dificuldades por vezes em situações de contraste forte, no entanto sempre pronta a disparar e a bateria em termos de duração foi uma agradável surpresa.

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Janela de um dos quartos psiquiátricos, fotografia captada com a M10

O Local é cheio de luzes e contra luzes e corredores iluminados por janelas laterais fazendo com que o ensaio da M10 fosse delicioso e colocando à prova o seu sensor.

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Corredor, fotografia captada com a M10

Não fosse o ruído dos convidados, aquelas palavras do Gastão, soavam na minha cabeça e de facto ele tem razão, os edifícios estão vivos, cheios de vidas passadas, cheios de histórias para contar.

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Gastão Brito e Silva, fotografia captada com a M10

O safari decorreu com um percurso por vários lugares do hospital, claro está o tempo não dava para tudo, os elementos de interesse fotográfico eram mais que muitos, e foram sendo captados à medida que íamos percorrendo o espaço que outrora teve vida e hoje apenas se ouvem gritos surdos de alguém que por ali não anda.

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Fotografia captada com a M10
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Nanci Martinez e Hugo Costa da Canon, fotografia captada pela M10

O percurso levou-nos à ala de segurança onde eram colocados os casos mais graves, com uma conceção circular e celas individuais, o local de facto faz-nos ficar em silencio, e assim foi quando todos entrámos naquele circulo fechado foi como estivesse entrar num filme onde alguém pode ser colocado e luta para de lá sair.

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Entrada da ala de segurança, fotografia captada com a M10
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Celas individuais da ala de segurança, fotografia captada com a M10

Mas a fotografia é isto mesmo. É o conseguir passar emoção, conseguir contar histórias através de imagens, perpetuar num “click” o tempo que foi congelado naquele segundo. É o fazer a minha visão a vossa visão.

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Detalhe do sino de 1640 captado pela M10

E todas estas fotografias são isso mesmo, a minha visão de um evento que a Canon, proporcionou e que de outra forma não teria sido possível, fazendo enriquecer a minha e a vossa memória fotográfica.

O evento acabou no restaurante do Chefe Cordeiro, na praça do Comércio, onde a Canon nos brindou com um almoço como só o Chefe Cordeiro sabe fazer.

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O meu agradecimento à Canon.